ETC.
5 days ago
Do lume sabes só que é porta/ e tens de te queimar para saber/ se abre ou fecha (Pedro Tamen)
Na Assírio & Alvim, e em plena baixa. Eu vou passar por lá. Mais informações aqui.
«Uma viagem a Berlim – a de ontem e a de hoje. A reportagem na Alemanha em 2009, as memórias dos repórteres de 1989/90, o papel da Igreja, os movimentos culturais e toda a história do momento em que parte da história se desmoronou», num excelente trabalho da Rádio Renascença.
Inaugura-se hoje, às 18 e 30, na Assírio & Alvim, a exposição A Praia Formosa, com fotografias da ilha da Madeira tiradas pelo avô de Lourdes de Castro, Jacinto A. Moniz de Bettencourt. Na ocasião, será lançado o catálogo da mostra. A artista madeirense estará presente.

Fotografias da exposição Verosímil, de Raquel Mendes. Fragmentos do quotidiano. Retratos mudos de ambientes familiares. Histórias que só as imagens sabem contar. De 18 de Abril a 30 de Maio, na Galeria Sopro, em Lisboa.

Jaime Vasconcelos fotografou umas quantas passadeiras para peões, trabalhou-as no computador e depois imprimiu-as. O resultado é um extraordinário conjunto de pinturas (ínvios são os caminhos da arte) que faz lembrar a poética de Mark Rothko. Para ver, na Galeria das Salgadeiras, até 17 de Maio.
«The pundits say that the appeal of the film lies in the fact that while in the West for many people riches are turning to rags, the rags to riches story is giving people something to hold on to. Scary thought. Hope, surely, should be made of tougher stuff. Poor Oscars. Still, I guess it could have been worse. What if the film that won had been like Guru – that chilling film celebrating the rise of the Ambanis. That would have taught us whiners and complainers a lesson or two. No?», diz a activista e escritora Arundhati Roy, autora do romance O Deus das Pequenas Coisas, sobre o filme Quem Quer ser Bilionário?. Para ler aqui ou na edição de Abril do Courrier internacional.
Amanhã não vou poder ir ao arranque da 3.ª edição do SobrEscritas, o encontro de escritores de Torres Vedras, organizado pela associação Académico de Torres Vedras e pela livraria Livrododia. Tenho pena. Muita pena. Mas depois vou perguntar o que por lá se passou ao homem que queria ser Luís Filipe Cristóvão.
Solitário, existencialista, melómano, apreciador de comida italiana, de um bom chope e de um charuto de vez em quando. Remo Bellini, o detective criado pelo brasileiro Tony Bellotto, 48 anos, guitarrista da banda Titãs, está de regresso a Portugal com mais uma investigação. Desta vez, trata-se de Um caso com o demónio, que a Quetzal acaba de lançar e cuja adaptação ao cinema, por Marcelo Galvão, se estreou na última edição do Fantasporto. Um manuscrito inédito de Dashiell Hammett levará Bellini, um paulista de alma e coração, às paisagens turísticas do Rio de Janeiro, no rasto de um playboy que poderá ter a chave deste mistério que exalta editores norte-americanos. Pelo meio, há uma adolescente assassinada na casa de banho de uma escola, com um tiro na testa. Como as personagens Hammett, Bellini dá o corpo ao manifesto e aventura-se por conta e risco em busca do assassino. É isso, aliás, que mais entusiasma Tony Bellotto, uma acção veloz, subjacente à ideia de um enigma a ser desvendado, conjugada com o retrato psicológico das personagens. «Os meus romances policiais seguem uma fórmula bastante tradicional, que se pode reduzir à máxima cadáver na primeira página, culpado na última», descreve. «O que os torna interessantes é a personalidade do Bellini, que é um detective bastante atípico».
«Chamam-lhe já a 'Capela Sistina do Antigo Egipto'. Uma equipa hispano-egípcia, liderada por José Manuel Galán, encontrou em Luxor, na margem do Nilo, uma câmara funerária pintada há 3500 anos, anunciou o Conselho Superior de Investigações Científicas de Espanha». Ler notícia completa no DN.
É uma metáfora simples, mas funciona. Os números primos são únicos e misteriosos. Não se percebe muito bem o seu padrão e a razão da sua indivisibilidade. Além disso, espaçadamente, surgem em pares, apenas separados por um número, como o 19 e o 21 ou o 27 e o 29. O mesmo acontece com os protagonistas do romance de estreia de Paolo Giordano, A Solidão dos Números Primos, um autêntico fenómeno de vendas, sobretudo depois da atribuição do Prémio Strega, o principal galardão literário de Itália.